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quinta-feira, 29 de março de 2012

A MINHA RELIGIÃO

A MINHA RELIGIÃO

Estávamos assistindo a um programa de televisão, um dia desses, e não
pudemos deixar de registrar um
fato interessante.
O repórter estava entrevistando um ex-joga
dor de futebol que foicontemporâneo de Pelé, Garrincha, e outros mestres do esporte.
A entrevista transcorria de maneira agradável, pois o repórter conduziu a
conversa fazendo correlação entre o futebol e a vida cotidiana.
Em vários momentos o entrevistado deixou transparecer a sua boa
conduta
perante a vida.
Era um joga
dor exemplar; um esposo dedicado e fiel; um pai amável e
companheiro; não era dado a farras e bebedeiras; sempre foi benquisto pelos
colegas de profissão.
Em cada item desses, o repórter questionava: "por que você age assim?" E ele
respondia: "é por
causa da minha religião."
Os valores expressados pelo desportista
causavam agradável impressão ao
telespecta
dor.
O s
eu exemplo de vida certamente despertou a curiosidade de muitos, para
saber qual era a
religião que professava.
O repórter, como que captando a curiosidade geral, fez a pergunta tão
esperada: "e qual é a sua
religião?"
Para surpresa de todos, o ex-joga
dor disse convicto: "minha religião, é queeu não tenho religião.
Como sei que a minha vida vai acabar no túmulo, quero deixar para m
eus
familiares uma boa imagem, um
bom exemplo."
O que mais nos impressionou no depoimento daquele
homem, foi a sua
disposição firme de ser honrado, nobre, digno, mesmo acreditando que sua
vida acaba no túmulo.
Podemos dizer que s
eu exemplo deve provocar sérias reflexões naqueles que
professam uma
religião, que acreditam na imortalidade da alma, que têm em
D
eus, e não agem como tal.
Alguns acreditam, sinceramente, que o
fato de seguirem esta ou aquelareligião, basta para que tenham sua felicidade futura garantida. Para que
tenham um lugar de destaque no
além.
No entanto, podemos a
firmar, sem sombra de dúvidas, que o que importa para
as
leis divinas, não é a bandeira religiosa que se ostenta, mas as obras
realizadas.
As
leis de Deus darão a cada um segundo as suas obras. Nada mais. Nada
menos. Se assim não fosse, não seria
justo. E Deus é a suprema justiça.
A
religião, portanto, é um meio para que se atinja um fim, que é o
aperfeiçoamento do ser humano.
Por isso afirmam, com muita
propriedade, os sábios do espaço, que a melhorreligião é a que maior número de homens de bem fizer.
Se a
pessoa tem boa índole e não deseja se vincular a esta ou aquelareligião, não deixará de entrar no reino dos céus, pois o reino dos céus,
como afirmou Jesus, está dentro de nós, e não fora.
No caso do ex-joga
dor, sua religião é a sua própria consciência. E sua
cons
ciência é uma bússola segura.
De tudo isto podemos concluir que mais importante do que ter uma
religião, é
ser um
homem de bem.
Não queremos dizer com isto que não existam e não existirão homens de
bem no
seio das religiões, isso não.
A história registrou e ainda registrará grandes vultos no meio religioso.
Homens livres para amar a todos, sem barreiras nem
preconceitos.
O
homem verdadeiramente livre e bom entende que nós somos todos filhos de
D
eus. E nosso destino é o amor.
Quando praticarmos o
amor ao próximo como a nós mesmos cumpriremos o nosso
objetivo na
terra.
Uma grande família; uma família que se abraça mais, e sabe respeitar a todos
independente de credo, raça e condição social.
Quando o
amor nortear nossas vidas, não precisaremos mais lutar e matar em
nome de D
eus. Estaremos mais fortes para enfrentar outros tipos de desafios;
respiraremos ares de paz e união.
Pense nisso!
Procure ser melhor hoje do que foi ontem, e melhor amanhã, do que está sendo
hoje.
Seja um
homem de bem, tentando acertar o máximo que puder, para que, quando
alguém lhe perguntar qual a sua
religião, você possa responder: "a minhareligião é o amor."
Pense nisso!
 
TEXTO RETIRADO DE : CAMINHOS DE LUZ.                                       CALITE.